Se avexe não Amanhã pode acontecer tudo inclusive nada Se avexe não A lagarta rasteja até o dia em que cria asas
Se avexe não
Que a burrinha da felicidade nunca se atrasa Se avexe não Amanhã ela para na porta da sua casa Se avexe não Toda caminhada começa no primeiro passo A natureza não tem pressa, segue seu compasso Inexoravelmente chega lá Se avexe não Observe quem vai subindo a ladeira Seja a princesa ou seja a lavadeira Para ir mais alto vai ter que suar
Eu, a alma, quero governar meus pensamentos. Quero escolher os pensamentos de paz e de harmonia. Para experimentar o amor divino no dia a dia. Abrir meu coração a partir da sensibilidade e da intuição. Sustentar com paz na mente o vazio, as ausências de certeza, as ambivalências inerentes da vida. Já sei e sinto que "a essência de todas as religiões, a raiz de todas as escrituras, o objetivo de todas as virtudes, é a experiência de harmonia e unidade espirituais" Assim seja! Renata Moreira da Silva (09/09/2016)
Te olho nos olhos - Ana Carolina Te olho nos olhos e você reclama Que te olho muito profundamente.
Desculpa, Tudo que vivi foi profundamente... Eu te ensinei quem sou... E você foi me tirando... Os espaços entre os abraços, Guarda-me apenas uma fresta.
Eu que sempre fui livre, Não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir para te resgatar?
Reclama de mim, como se houvesse a possibilidade... De me inventar de novo.
Desculpa...se te olho profundamente, Rente à pele... A ponto de ver seus ancestrais... Nos seus traços.
A ponto de ver a estrada... Muito antes dos seus passos.
Eu não vou separar as minhas vitórias Dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim;
Nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser Vibrante, errante, sujo, livre, quente.
Eu quero estar viva e permanecer Te olhando profundamente."
psicografado por Chico Xavier)
2. Oração de Francisco (Francisco de Assis)
3. Oração do Equilíbrio (Domínio Público)
4. Oração do Reconhecimento (Domínio Público)
5. Prece de Cáritas (Domínio Público)
6. Reencontro (Adélio Neves)
7. Não Posso Dizer Pai Nosso (Domínio Público)
8. Salmo 23
9. Salmo 27
10. Salmo 91
11. Aos Anjos Guardiães e aos Espíritos Benevolentes
12. Poema da Gratidão (Amélia Rodrigues,
Deus, passei tanto tempo te procurando, não sabia onde estavas. Olhava para o infinito, não te via, e pensava comigo mesmo: “Será que tu existes?” Não me contentava na busca e prosseguia. Tentava te encontrar nas religiões e nos templos, Tu também não estavas. Te busquei através dos sacerdotes e pastores, Também não te encontrei. Senti-me só, vazio, desesperado e descri. E na descrença, tropecei. E no tropeço caí. E na queda, senti-me fraco. Fraco, procurei socorro. No socorro encontrei amigos; Nos amigos encontrei carinho; No carinho, vi nascer o amor. Com amor, vi um mundo novo. E no mundo novo resolvi viver. O que recebi, resolvi doar. Doando alguma coisa, muito recebi. E recebendo, senti-me feliz. E ao ser feliz encontrei a paz. E tendo paz foi que enxerguei Que dentro de mim é que tu estavas, Foi em mim que, sem procurar, Eu te encontrei.
POEMA DA GRATIDÃO Amélia Rodrigues psicografado por Divaldo Franco Muito obrigado Senhor! Muito obrigado pelo que me deste. Muito obrigado pelo que me dás.
Obrigado pelo pão, pela vida, pelo ar, pela paz. Muito obrigado pela beleza que os meus olhos vêem no altar da natureza. Olhos que fitam o céu, a terra e o mar Que acompanham a ave ligeira que corre fagueira pelo céu de anil E se detém na terra verde, salpicada de flores em tonalidades mil.
Muito obrigado Senhor! Porque eu posso ver meu amor. Mas diante da minha visão Eu detecto cegos guiando na escuridão que tropeçam na multidão que choram na solidão.
Por eles eu oro e a ti imploro comiseração porque eu seique depois desta lida, na outra vida, eles também enxergarão!
Muito obrigado Senhor! Pelos ouvidos meus que me foram dados por Deus. Ouvidos que ouvem o tamborilar da chuva no telheiro A melodia do vento nos ramos do olmeiro As lágrimas que vertem os olhos do mundo inteiro!
Ouvidos que ouvem a música do povo que desce do morro na praça a cantar. A melodia dos imortais, que se houve uma vez e ninguém a esquece nunca mais! A voz melodiosa, canora, melancólica do boiadeiro. E a dor que geme e que chora no coração do mundo inteiro!
Pela minha alegria de ouvir, pelos surdos, eu te quero pedir Porque eu sei Que depois desta dor, no teu reino de amor, voltarão a sentir!
Obrigado pela minha voz Mas também pela sua voz Pela voz que canta Que ama, que ensina, que alfabetiza, Que trauteia uma canção E que o Teu nome profere com sentida emoção!
Diante da minha melodia Eu quero rogar pelos que sofrem de afazia. Eles não cantam de noite, eles não falam de dia. Oro por eles Porque eu sei, que depois desta prova, na vida nova Eles cantarão!
Obrigado Senhor! Pelas minhas mãos Mas também pelas mãos que aram Que semeiam, que agasalham. Mãos de ternura que libertam da amargura Mãos que apertam mãos De caridade, de solidariedade Mãos dos adeuses Que ficam feridas Que enxugam lágrimas e dores sofridas!
Pelas mãos de sinfonias, de poesias, de cirurgias, de psicografias! Pelas mãos que atendem a velhice A dor O desamor! Pelas mãos que no seio embalam o corpo de um filho alheio sem receio! E pelos pés que me levam a andar, sem reclamar!
Obrigado Senhor! Porque me posso movimentar. Diante do meu corpo perfeito Eu te quero rogar Porque eu vejo na Terra Aleijados, amputados, decepados, paralisados, que se não podem movimentar.
Eu oro por eles Porque eu sei, que depois desta expiação Na outra reencarnação Eles também bailarão!
Obrigado por fim, pelo meu Lar. É tão maravilhoso ter um lar! Não é importante se este Lar é uma mansão, se é uma favela, uma tapera, um ninho, um grabato de dor, um bangalô, uma casa do caminho ou seja lá o que for.
Que dentro dele, exista a figura do amor de mãe, ou de pai De mulher ou de marido De filho ou de irmão A presença de um amigo A companhia de um cão Alguém que nos dê a mão!
Mas se eu a ninguém tiver para me amar Nem um tecto para me agasalhar, nem uma cama para me deitar Nem aí reclamarei. Pelo contrário, eu te direi
Obrigado Senhor! Porque eu nasci! Obrigado porque creio em ti Pelo teu amor, obrigado senhor!