23 novembro, 2013

Casa do Sol





Plenitude: Em pleno voo




Vejo a beleza e simplicidade no que há de mais importante, no que vale a vida!
Meus olhos estão no coração, apaixonada que sou.
O medo de crescer, meu amor, já não faz parte do show.


Que coisa linda! Esse samba de ritmos, sustos, cantos e encantos diários.
O movimento é de descoberta, de transição e sabedoria. 
E a música é sempre um guia.
Assim como a poesia, minha grande companheira, meu canto de coragem e força.


Agora, também como professora, a tentativa cotidiana de ser um farol.
Vejo o sol se pôr na montanha, avanço firme no caminho.
Meu voo é leve e pleno, rumo ao infinito azul, ao além do arco-íris.


Voar junto é mais gostoso, com amor, união e gentileza.
Minha felicidade não cabe mais em mim, agora somos nós, sonhando e realizando juntos!
Nosso amor é lindo e transborda a doçura do mel e a forca do própolis!



                                  Renata Moreira da Silva
 (04/12/2013)




Voo da Liberdade



Vejo uma pomba voando da minha janela
De onde ela é? Quem é que ela é?
Não sei.


Vejo suas plumas tão alvas
O que será que escondem?
Existe um coração?
Existe uma canção?


Nessas plumas tão alvas
Nesse show de encanto
Nesse choro sem lágrimas
Nesse canto em pranto
Ela voa.


Vejo teu canto tão belo
Será que é de alegria?
Será um canto sincero?
Ou será só fantasia?


Vejo teu vôo tão leve
Será que és liberta?
Teu pensamento és leve?
Tua alma és liberta?


Voa, voa pomba que um dia seu caminho encontrará.
Por que a ilusão está a te perseguir?
Voa pomba e encontrará a sua liberdade.


                                  Renata Moreira da Silva
 (19/12/2000)



13 agosto, 2013

Senhor, Fazei-me um Instrumento de vossa Paz.


Volta poesia, vem com o Mar e o Celo

Volta poesia, vem para aquecer meu peito;
Vem novamente transbordar minha alma e fazer sentido cada passo.

Outro tempo começou, sei que há muita coisa para inspirar;
Eu sei que a cada palavra dita, um mundo expande em mil.

Renatinha, você venceu! Menina forte, quanto sonho agora real!
Renasceremos juntas a cada manhã, pois sim vale muito a pena tanta vida!

Do impossível chão haveremos de construir jardins inteiros, intensos...
em nós dois, vem amor!
Trilhar na estrada do Oeste rumo ao Caminho Sagrado da Beleza!


Renata Moreira da Silva (22 de Outubro 2013)


24 junho, 2013

Declaração de Noivado

"Te conheci numa praia, linda e cheia de vida para o futuro! De lá pra cá minha admiração só aumentou. Voltei a te ver na Universidade, na mesma sala que já estudei, apresentando um seminário, toda Linda!

Nosso reencontro foi lindo, em família, num lugar que sempre gostei desde criança. Começamos a namorar com você cantando e tocando violão para mim. Uma melodia e beleza que invadiram meu coração e de lá nunca mais saíram.

Já faz muito tempo que transbordo de felicidade por ter seu amor e parceria. Amor que me eleva espiritualmente e também como homem de caráter. Você é um presente de Deus, que irei cuidar com muito carinho e te proporcionar momentos de muita felicidade, amor e paz. Sua família também é minha e a minha também é sua, abraçados por Deus!

Recentemente te vi dar aulas nas mesmas salas que fui aluno, tanto no Ensino Fundamental  (em Barreiras) quanto no Ensino Médio (em Salvador).

Nossas vidas são cheias de coincidências e sintonias. Este exemplo que citei acima é engraçado. Ou seja, na escada de sua vida profissional, alguns degraus que você pisou foram do mesmo chão onde eu (criança, adolescente e adulto) vivenciei momentos muito felizes, em que sonhava com um futuro cheio de alegria e amor.

Seria uma delícia voltar no tempo só para dizer para mim mesmo que deu tudo certo, que os sonhos daquele garotinho foram essenciais!! Mas não vou fazer isto, rs. Vou transbordar minha alegria para o mundo e desejar sempre que várias crianças consigam realizar seus sonhos como eu estou realizando os meus ao seu lado. Eu amo você, amarei para sempre, cada vez mais forte e mais lindo!"

Marcelo Cunha (02/06/2013)



 Renata


Mulher forte, digna de muita admiração.
Doce, que transborda uma criança linda e feliz
Leve, que me eleva, cheiro que me faz flutuar
Bela, Rosto que emoldura o sorriso mais lindo


Deixou minha música mais linda
Mostrou-me que querer é poder
Dona da voz que ecoa na mente junto à minha.
Quando falo comigo mesmo eu escuto você.


Ressignificou minha alegria

Me dá paz, amor e calor
Elo com o divino, puro esplendor
Infinita essa tua magia,
que me ensinou até a fazer poesia.


Marcelo Cunha (07/06/2013)

27 maio, 2013

Gratidão: obrigada mãezinha divina, toda a minha gratidão papai do céu!!!


Um novo começo!
Fruto de suor, lágrimas e sangue em conjunto!
Uma conquista compartilhada!

Minha eterna gratidão à minha mãe, Ivanilde, e ao meu pai, Jorge, pelo amor infinito com que me cultivaram; pela sabedoria que brota dessa união permitindo e acolhendo as várias Renatas que existem em mim; pela compaixão e paciência desses seres iluminados, meus guias, meus mestres, dos quais tenho a honra de ser filha.
Agradeço ao meu querido irmão, Jorginho, pela sua cumplicidade em todos os momentos da minha vida; por ser um irmão presente e atencioso; um presente em minha vida. Agradeço também à toda a minha família, um exemplo de união, uma base forte!
Sou profundamente grata ao amor da minha vida, Marcelo, querido namorado, parceiro de caminhada. Obrigada por estar ao meu lado, sempre!
Aos meus queridos amigos, obrigada por colorirem minha vida!
À minha querida orientadora do mestrado, Ana Cecília, meu mais profundo obrigado! 
Ao nosso mestre Jaan Valsiner, agradeço por sua humanidade! É realmente uma honra conhecer e ser guiada por um gênio da ciência! Obrigada por acreditar em mim! Obrigada pela generosidade com que abre as portas para os pesquisadores brasileiros!
Agradeço aos Maternos, realmente uma família acadêmica! À Sara, sem você eu não estaria aqui, obrigada pela sua amizade verdadeira!
Aos professores do Instituto de Psicologia da Universidade Federal da Bahia, obrigada pela dedicação em transmitir seus conhecimentos, vocês foram muito importantes em minha formação.

Essa é uma vitória que compartilho com todos vocês!!!



01 abril, 2013

O Poder da Arte de Clarice Lispector: Aurora!



ALGUMAS PERGUNTAS ...

Como cultivar a humildade em mim?

Quais são os meus pontos fortes?

Como ficar mais atenta ao presente?

De que forma a psicologia pode realmente contribuir para tornar as pessoas mais felizes?

De que forma a arte pode contribuir para dar significado à vida das pessoas?



ALGUMAS REFLEXÕES DE CLARICE LISPECTOR:

A descoberta do amor 

“[...] Quando criança, e depois adolescente, fui precoce em muitas coisas. Em sentir um ambiente, por exemplo, em apreender a atmosfera íntima de uma pessoa. Por outro lado, longe de precoce, estava em incrível atraso em relação a outras coisas importantes. Continuo, aliás, atrasada em muitos terrenos. Nada posso fazer: parece que há em mim um lado infantil que não cresce jamais.
Até mais que treze anos, por exemplo, eu estava em atraso quanto ao que os americanos chamam de fatos da vida. Essa expressão se refere à relação profunda de amor entre um homem e uma mulher, da qual nascem os filhos. [...] Depois, com o decorrer de mais tempo, em vez de me sentir escandalizada pelo modo como uma mulher e um homem se unem, passei a achar esse modo de uma grande perfeição. E também de grande delicadeza. Já então eu me transformara numa mocinha alta, pensativa, rebelde, tudo misturado a bastante selvageria e muita timidez.
Antes de me reconciliar com o processo da vida, no entanto, sofri muito, o que poderia ter sido evitado se um adulto responsável se tivesse encarregado de me contar como era o amor. [...] Porque o mais surpreendente é que, mesmo depois de saber de tudo, o mistério continuou intacto. Embora eu saiba que de uma planta brota uma flor, continuo surpreendida com os caminhos secretos da natureza. E se continuo até hoje com pudor não é porque ache vergonhoso, é por pudor apenas feminino.
Pois juro que a vida é bonita.”

Temperamento impulsivo
 
“Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.”

Lúcida em excesso
 
“Estou sentindo uma clareza tão grande que me anula como pessoa atual e comum: é uma lucidez vazia, como explicar? assim como um cálculo matemático perfeito do qual, no entanto, não se precise. Estou por assim dizer vendo claramente o vazio. E nem entendo aquilo que entendo: pois estou infinitamente maior do que eu mesma, e não me alcanço. Além do quê: que faço dessa lucidez? Sei também que esta minha lucidez pode-se tornar o inferno humano — já me aconteceu antes. Pois sei que — em termos de nossa diária e permanente acomodação resignada à irrealidade — essa clareza de realidade é um risco. Apagai, pois, minha flama, Deus, porque ela não me serve para viver os dias. Ajudai-me a de novo consistir dos modos possíveis. Eu consisto, eu consisto, amém.”.

Ideal de vida
 
“Um nome para o que eu sou, importa muito pouco. Importa o que eu gostaria de ser.
O que eu gostaria de ser era uma lutadora. Quero dizer, uma pessoa que luta pelo bem dos outros. Isso desde pequena eu quis. Por que foi o destino me levando a escrever o que já escrevi, em vez de também desenvolver em mim a qualidade de lutadora que eu tinha? Em pequena, minha família por brincadeira chamava-me de ‘a protetora dos animais’. Porque bastava acusarem uma pessoa para eu imediatamente defendê-la.
[...] No entanto, o que terminei sendo, e tão cedo? Terminei sendo uma pessoa que procura o que profundamente se sente e usa a palavra que o exprima.
É pouco, é muito pouco.”

Escritora, sim; intelectual, não
 
“Outra coisa que não parece ser entendida pelos outros é quando me chamam de intelectual e eu digo que não sou. De novo, não se trata de modéstia e sim de uma realidade que nem de longe me fere. Ser intelectual é usar sobretudo a inteligência, o que eu não faço: uso é a intuição, o instinto. Ser intelectual é também ter cultura, e eu sou tão má leitora que agora já sem pudor, digo que não tenho mesmo cultura. Nem sequer li as obras importantes da humanidade.
[...] Literata também não sou porque não tornei o fato de escrever livros ‘uma profissão’, nem uma ‘carreira’. Escrevi-os só quando espontaneamente me vieram, e só quando eu realmente quis. Sou uma amadora?
O que sou então? Sou uma pessoa que tem um coração que por vezes percebe, sou uma pessoa que pretendeu pôr em palavras um mundo ininteligível e um mundo impalpável. Sobretudo uma pessoa cujo coração bate de alegria levíssima quando consegue em uma frase dizer alguma coisa sobre a vida humana ou animal.”

A síntese perfeita
 
“Sou tão misteriosa que não me entendo.”

A certeza do divino
 
“Através de meus graves erros — que um dia eu talvez os possa mencionar sem me vangloriar deles — é que cheguei a poder amar. Até esta glorificação: eu amo o Nada. A consciência de minha permanente queda me leva ao amor do Nada. E desta queda é que começo a fazer minha vida. Com pedras ruins levanto o horror, e com horror eu amo. Não sei o que fazer de mim, já nascida, senão isto: Tu, Deus, que eu amo como quem cai no nada.”

Viver e escrever
 
“Quando comecei a escrever, que desejava eu atingir? Queria escrever alguma coisa que fosse tranqüila e sem modas, alguma coisa como a lembrança de um alto monumento que parece mais alto porque é lembrança. Mas queria, de passagem, ter realmente tocado no monumento. Sinceramente não sei o que simbolizava para mim a palavra monumento. E terminei escrevendo coisas inteiramente diferentes.”
“Não sei mais escrever, perdi o jeito. Mas já vi muita coisa no mundo. Uma delas, e não das menos dolorosas, é ter visto bocas se abrirem para dizer ou talvez apenas balbuciar, e simplesmente não conseguirem. Então eu quereria às vezes dizer o que elas não puderam falar. Não sei mais escrever, porém o fato literário tornou-se aos poucos tão desimportante para mim que não saber escrever talvez seja exatamente o que me salvará da literatura.
O que é que se tornou importante para mim? No entanto, o que quer que seja, é através da literatura que poderá talvez se manifestar.”
“Até hoje eu por assim dizer não sabia que se pode não escrever. Gradualmente, gradualmente até que de repente a descoberta tímida: quem sabe, também eu já poderia não escrever. Como é infinitamente mais ambicioso. É quase inalcançável”.

A importância da maternidade

“Há três coisas para as quais eu nasci e para as quais eu dou minha vida. Nasci para amar os outros, nasci para escrever, e nasci para criar meus filhos. O ‘amar os outros’ é tão vasto que inclui até perdão para mim mesma, com o que sobra. As três coisas são tão importantes que minha vida é curta para tanto. Tenho que me apressar, o tempo urge. Não posso perder um minuto do tempo que faz minha vida. Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca [...].”

Viver plenamente
 
“Eu disse a uma amiga:
— A vida sempre superexigiu de mim.
Ela disse:
— Mas lembre-se de que você também superexige da vida.
Sim.”

Um vislumbre do fim

“Uma vez eu irei. Uma vez irei sozinha, sem minha alma dessa vez. O espírito, eu o terei entregue à família e aos amigos com recomendações. Não será difícil cuidar dele, exige pouco, às vezes se alimenta com jornais mesmo. Não será difícil levá-lo ao cinema, quando se vai. Minha alma eu a deixarei, qualquer animal a abrigará: serão férias em outra paisagem, olhando através de qualquer janela dita da alma, qualquer janela de olhos de gato ou de cão. De tigre, eu preferiria. Meu corpo, esse serei obrigada a levar. Mas dir-lhe-ei antes: vem comigo, como única valise, segue-me como um cão. E irei à frente, sozinha, finalmente cega para os erros do mundo, até que talvez encontre no ar algum bólide que me rebente. Não é a violência que eu procuro, mas uma força ainda não classificada mas que nem por isso deixará de existir no mínimo silêncio que se locomove. Nesse instante há muito que o sangue já terá desaparecido. Não sei como explicar que, sem alma, sem espírito, e um corpo morto — serei ainda eu, horrivelmente esperta. Mas dois e dois são quatro e isso é o contrário de uma solução, é beco sem saída, puro problema enrodilhado em si. Para voltar de ‘dois e dois são quatro’ é preciso voltar, fingir saudade, encontrar o espírito entregue aos amigos, e dizer: como você engordou! Satisfeita até o gargalo pelos seres que mais amo. Estou morrendo meu espírito, sinto isso, sinto...”

Textos extraídos do livro Aprendendo a viver, Clarice Lispector. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 2004.
   
 
 
 
 


27 dezembro, 2012

2013

Saudações queridos amigos e companheiros!

Assim começou o “Sonhos para 2012...”, escrito há exatamente um ano e publicado aqui no blog.
Orei por amor e perguntava: “MAS... O QUE É O AMOR?”. Sim, obtive resposta, de muitas formas. Eu realmente mergulhei profundamente no fluxo do coração. Sim, morri de amor.

Desde o primeiro dia de Janeiro do ano 2012 conheci um homem que inspira em mim o meu melhor, um grande amor.


Em Abril conheci um amor-oração, a partir da morte do meu tão querido vovô Dero. Em Agosto conheci um amor-lição, por meio das reflexões advindas da defesa do mestrado. Entre Outubro e Novembro conheci o amor-meditação. Em Dezembro conheci o amor-introspecção. No horizonte de 2013 sinto a aproximação do amor-sacrifício; do amor-realização; do amor-doação; do amor-auto-expressão...
Sigo diariamente em meditação, em conexão com a paz, com o Oceano de Luz, com minhas virtudes e poderes.

Para 2013 meu mantra é: SER UM FAROL.
 Que meus pensamentos irradiem conscientemente paz e energia positiva  ajudando a transformar a atmosfera ao meu redor.


01 dezembro, 2012

2012


A Simetria da Alma 

Antes vagavam sozinhas;
Após cada morte, antes de um novo nascimento.
E nesta vida sentiram-se apaixonadas, 
suas casas felizes farão um casamento.

Os cinco sentidos foram como portas sem fechaduras nem eixos
O barulhinho do coração, e o olhar forte,
o gosto das línguas, a força do cheiro!
E para explorar esse mundo belo o delicioso toque.

O toque do desejo, toque do carinho,
o toque da leitura,o toque do beijo
Novos mistérios virão no caminho
A alegria de estar juntos, num mesmo eixo
Eixo divino, eixo de luz.

Cada um olha metade do infinito
A caminhada será longa, deliciosa e com muita calma
detalhes nunca antes conhecidos
revelados pela imagem da reflexão de uma na outra alma.

Assim como o bambu, que sobrevive a força do vento
existem raizes fortes para sustentar a leveza
Uma leveza bela, exploradora, contente.

O começo do infinito, um novo sol
fim de um ciclo, inicio de outro 
sem fim, com muito movimento e muitas paradas
pontos de luz que formam um belo farol
na reflexão simétrica, das almas de mãos dadas.



Marcelo do Vale Cunha
(14 de Dezembro de 2012)

20 novembro, 2012

No Ciclo do Amor

No começo do amanhecer ainda é escuro.
Acendo a chama em silêncio e respiro.
É noite escura quando iniciam-se os primeiros raios em mim.
  
Eu sinto e sei que devo seguir em frente, firme e forte rumo ao futuro.
Sinto um alto nível de tensão interna, muita ansiedade e alguma ânsia de idade.
Continuidade e mudança; tradição e rompimento são a dança do meu mundo.





E... eis que, em meio ao oceano revolto das incertezas;
Mergulho na calmaria das profundezas do mar de amor que vivo!
Amanheceu e um lindo dia de sol nasceu!

 Três estações juntos com muito carinho, conquistas e muito amor em todas as dimensões!!!

Renata Moreira da Silva
(20 de novembro de 2012)

13 novembro, 2012

Encontro com o Avô Sol em meu Caminho


É chegada a hora de sacrificar a dúvida e o medo que cerceiam meu sonho.
Escolho sacrificar minhas próprias limitações: a família de vícios e medos que cultivei dentro de mim.

No rito diário de meditação matinal vejo Eu-ponto-de-luz e de onde vim, meu Lar-infinito-de-luz.
Sinto meu foco; cultivo minha vontade e alimento as minhas capacidades.

Com calma concentro-me na alma, em ser um farol de luz por onde andar.
Aprendo a criar uma atmosfera de bons pensamentos e a entender que toda crise é um ajuste.

A cada manhã conecto-me com minha clareza interna.
Com a minha clareza de propósito e com a minha intencionalidade na vida.

Quem sou eu? Que faço? De onde vim? Para onde vou?
No batuque do meu coração sinto que o mais importante é compreender a linguagem da alma.

Fonte de calor e amor, o Avô Sol me protege da escuridão do pensamento; da perda de coragem; E da noite escura da alma - que se manifesta quando o medo domina.

Através da Dança do Sol a jovem guerreira que existe em mim ganha força.
Na Dança da Lua a mulher mãe em mim planta hoje as sementes do futuro.


Renata Moreira da Silva
(13 de novembro de 2012)

06 novembro, 2012

Uma Mulher com Raízes e Asas

Retorno ao lar por um longo caminho curto.
Reencontro o encanto e a magia de um farol de luz, amor e poder.


Ao lar do coração amoroso, com clareza de propósito.
Na busca pela forma mais simples de viver feliz.

 
Com o peito aberto de uma jovem guerreira canto em oração:
Fé e força coração; humildade e coragem coração!


Farto pranto de gratidão pela oportunidade da vida.
Renasço a cada dia: uma mulher com raízes e asas.

 
Renata Moreira da Silva
09 de outubro de 2011)


 

28 outubro, 2012

Sou um ponto de Luz



“Certas situações são tão complexas e perturbadoras que conhecimento, sabedoria ou virtudes não surgem na hora certa. O que vem são respostas automáticas baseadas em velhos hábitos, causando mais complicação ainda. Em tais momentos é valioso lembrar que Deus é meu companheiro e meu amigo. Ele está aqui para me ajudar no meu caminho, na minha vida e nos meus relacionamentos. Quando entrego o problema a Ele, me sinto mais leve da carga mental e o problema se resolve facilmente. Experimente!”

 Brahma Kumaris - Anjali Prasad, World peace through self-empowerment, The World Renewal, December 2003


01 outubro, 2012

Octavio Paz (1914–1998) - Comunicação Genuína


"Existem possibilidades de comunicação genuína? 
 
   Pensamento e linguagem são pontes, mas, precisamente porque são pontes, eles não apagam a distância entre nós e a realidade externa. Feita tal reserva, pode-se dizer que poesia, festa e amor são formas de comunicação genuína, ou seja, de comunhão.
 
¢No caso da poesia, a comunhão começa em uma zona de silêncio, no momento mesmo em que o poema termina. Um poema poderia ser definido como um organismo verbal que produz silêncio.
 
¢Na festa – penso sobretudo nos rituais e cerimônias religiosas – a fusão ocorre na direção oposta: não um retorno ao silêncio, o refúgio da subjetividade, mas um reunir-se do grande todo coletivo – o Eu torna-se um Nós.
 
¢No amor a contradição entre comunicação e comunhão é ainda mais chocante. Um encontro erótico começa com a visão do corpo desejado. Vestido ou nu, este corpo é uma presença: uma forma que, for um instante, [equivale à] totalidade de formas no mundo.  Um corpo que de repente torna-se infinito. O corpo do meu/minha parceiro(a) deixa de ser uma forma e se torna algo imenso em que tanto me perco quanto me recupero. Nós perdemos a nós mesmos como pessoas e nos recuperamos enquanto sensações. À medida em que a sensação se torna mais intensa, o corpo que abraçamos se torna mais e mais imenso. Uma sensação de infinitude: nós perdemos nosso corpo naquele corpo. O abraço carnal é o apogeu do corpo e a sua perda. É também a experiência da perda de identidade: a forma se torna difusa em mil sensações e visões, uma queda no oceano, uma evaporação da essência. Não existe forma nem presença: existe uma onda que nos agita, o galope nas planícies da noite. Uma experiência circular: começa com a abolição do corpo do casal, transforma-se numa substância infinita que palpita, se expande, contrai-se e nos envolve em águas primordiais: um instante depois, a substância se esvanece, o corpo torna-se um corpo novamente e a presença reaparece. Nós podemos perceber a pessoa amada somente como uma forma que esconde uma alteridade irredutível, ou como uma substância que anula a si mesma e nos anula (p. 253-254)".

 

18 setembro, 2012

Mar de Própolis

Morcegos voando sobre o mar
A música leve os levam
Para além de onde podemos imaginar.

O sol em seu mergulho profundo
Arrasta a noite sobre nossas cabeças
O voo é cada vez mais alto, mais perto do mar.

Na toca, o violão ressoa com os beijos de alma
Enquanto compartilhamos o que nos une
E vivemos com a força dos nossos corações.
Vamos voar; Vamos sair do chão
Um pouco mais alto a cada dia
Um pouco mais baixo a cada estação.

Temos medo da prisão; Temos medo do controle
Temos medo do ciúme; Temos medo da solidão
Temos medo do segredo; Temos medo do medo.
Vamos ampliar o amor, nos encorajar!
Meu coração só quer você; Seu coração é livre para amar!
Nosso amor transforma a dor; Nosso amor já é vencedor!





Renata Moreira da Silva e Marcelo do Vale Cunha
(17 de Setembro de 2012)