13 julho, 2012

Espaço Sagrado



Conecto-me com o grande mistério do silêncio e do som das batidas do meu coração.
Respeito os dons da minha criança e de todas as crianças que vivem nos corações adultos.
Honro o Espaço Sagrado, Mãe Terra, que pulsa assim como pulsa meu coração.
Aceito o vazio enquanto abundância e lugar de passagem rumo a um infinito de beleza.
Medito em minha missão e realizo passo a passo o que vim fazer profissionalmente aqui-agora!



Renata Moreira da Silva
(13 de Julho de 2012)



17 junho, 2012

Como a menor de todas as sementes

                      
É a menor de todas as sementes e se
torna maior do que todas as hortaliças
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 4,26-34


 

Naquele tempo: Jesus disse à multidão: 'O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece. A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga. Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou'.
E Jesus continuou: 'Com que mais poderemos comparar o Reino de Deus? Que parábola usaremos para representá-lo? O Reino de Deus é como um grão de mostarda que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra. Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra'.
Jesus anunciava a Palavra usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam compreender. E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, explicava tudo. -- Palavra da Salvação.

http://www.cnbb.org.br/liturgia/app/user/user/UserView.php


05 junho, 2012

Relato de uma Maçã

Pelos caminhos da vida nós, jovens, transitamos com nosso ritmo e tempo.
Conectamos mundos, vivemos os rituais cotidianos de passagem para o tempo das responsabilidades.
Carregamos nossas missões nesse caos e tempestade atual.
No tobogã do desenvolvimento somos o enigma encarnados, jovens pontes.
Tal qual migrantes, mudamos em tudo, e quais os nossos referenciais?
A exigência cotidiana de perfeição, uma ansiedade pelo futuro profissional, a expectativa de uma nação.
Um abraço forte entre a arte e a fé.
Nós, jovens, reconstruímos compassos com passos largos.

Renata Moreira da Silva
(05 de Junho de 2012)




23 maio, 2012

Ser Poeta - Florbela Espanca

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

28 abril, 2012

O AMOR - Khalil Gibran

Quando o amor o chamar
Segui-o
Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados
E quando ele vos envolver com suas asas
Cedei-lhe
Embora a espada oculta na sua plumagem possa feri-vos
E quando ele vos falar
Acreditai nele
Embora a sua voz possa despedaçar vossos sonhos como o vento devasta o jardim
Pois da mesma forma que o amor vos coroa, assim ele vos crucifica
E da mesma forma que contribui para o vosso crescimento
Trabalha para vossa poda
E da mesma forma que alcança vossa altura e acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol
Assim também desce até vossas raízes e a sacode no seu apego à terra
Como feixes de trigo ele vos aperta junto ao seu coração
Ele vos debulha para expor a vossa nudez
Ele vos peneira para libertar-vos das palhas
Ele vos mói até extrema brancura
Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis
Então ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma no pão místico do banquete divino
Todas essas coisas o amor operará em vos para que conheçais os segredos de vossos corações
E com esse conhecimento vos convertais no pão místico do banquete divino
Todavia se no vosso temor procurardes somente a paz do amor, o gozo do amor
Então seria melhor para vós que cobrísseis vossa nudez, abandonásseis a ira do amor
Para entrar num mundo sem estações onde rireis, mas não todos os vossos risos
E chorareis, mas não todas as vossas lágrimas
O amor nada dá, se não de si próprio
E nada recebe, se não de si próprio
O amor não possui nem se deixa possuir
Pois o amor basta-se a si mesmo
Quando um de vós ama, que não diga 'Deus está no meu coração'
Mas que diga antes 'Eu estou no coração de Deus'
E não imagineis que possais dirigir o curso do amor pois o amor se vos achar dignos determinará ele próprio vosso curso
O amor não tem outro desejo se não o de atingir a sua plenitude
Se contudo amardes e precisardes ter desejos
Sejam estes os vossos desejos
De vos diluirdes no amor e serdes como um riacho que canta sua melodia para a noite
De conhecerdes a dor de sentir ternura demasiada
De ficardes feridos por vossa própria compreensão do amor
E de sangrardes de boa vontade e com alegria
De acordardes na aurora com o coração alado e agradecerdes por um novo dia de amor
De descansardes ao meio-dia e meditardes sobre o êxtase do amor
De voltardes pra casa à noite com gratidão
E de adormecerdes com uma prece no coração para o bem-amado
E nos lábios uma canção de bem-aventurança

06 abril, 2012

Certas coisas de criação criam ação, canção!


Um expansão silenciosa;
Com paixão, com ternura, com paciência.
Entre cada tom, vou entendendo o silêncio.
O toque do vão, pode ser com delicadeza.

Renata Moreira da Silva
(06 de Abril de 2012)


04 fevereiro, 2012

25 janeiro, 2012

No mar

Acordar com pensamentos altos;
Numa manhã de verão;
Uma missão a cumprir.

Alimentar minha alma com o pão espiritual, da sabedoria e experiência.
Conhecer lugares nunca antes imaginados.
Em conexão com o ritmo do coração.

Remar forte rumo ao maravilhoso desconhecido;
Seguindo as correntezas do bem, do belo e do sagrado;
Ultrapassando turbulências que existem, faz parte;
Seguindo firme ao som do barulhinho gostoso do mar, do amar!
 





 Renata Moreira da Silva  
(12 de Janeiro de 2012)

04 janeiro, 2012

Receita para sustentar o vazio

  1. Faça uma lista de desejos: ouse sonhar... (no mínimo espantaremos o tédio)
  2.  Agora tente ver algum presente que a vida anda querendo lhe dar... (será que estamos fugindo de algo por não acreditar que merecemos?!)
  3. Momento da descoberta: as lágrimas são gotas salgadas capazes de curar!!!
  4. Não fique parado na dor; mova-se; escolha; siga em frente.
  5. Liberte o outro da necessidade de dar a você aquilo que só você mesmo pode conquistar.
  6.  Deixe que a verdade e a coragem transbordem em você.
  7.  Confie.
Depois misture todos esses momentos e vivências. 
Agora é só saborear a sua própria receita para sustentar o(s) vazio(s)!




Inspiração: produções de Patricia Gebrim. 

28 dezembro, 2011

Sonhos para 2012...

Saudações queridos amigos e companheiros!
Em síntese o que desejo para 2012 é, em uma palavra, amor. Mas... o que é amor? Parece simples a resposta e provavelmente é! Quase todas as canções dedicam-se a responder, das mais diversas e criativas maneiras, esse questionamento! Mas, continuo eu, o que é de fato amor? Em verdade vos digo: não sei! Até sei em conceito, saberia dizer em um texto coeso, em um belo poema e quem sabe em mais uma canção de amor... Mas o que é amor?  O que posso dizer tem o limite da razão, e a cada dia que passa acredito com mais força de que o amor ultrapassa realmente as fronteiras da mente e também do corpo. Talvez o meu coração possa responder o que é amor... Meu coração de criança; meu coração de mulher; meu coração intenso furacão flamejante! É... eu sei, digo, meu coração sabe! 
O caso é que tenho medo de mergulhar, mesmo que um pouco, no fluxo do coração para pescar a resposta. Um medo de quê? Um medo imenso de... morrer? Morrer de amor! Vejam que coisa insana! (risos) E quem disse que sair do controle, expandir-se, tirar a máscara, ser verdadeira não é digno de medo? Pois sim, é difícil, mas escolho o amor! Justamente por isso continuo na labuta diária do autoconhecimento e do polimento interno... para encontrar-me corajosa e repleta de amor para dar!
Sigo diáriamente em oração - comunicação com o coração através da linguagem do silêncio - e o meu pedido é amor! Amor em abundância para todos os seres de todos os mundos! Enquanto isso... vou tentando praticar a paciência e o olhar mais compassivo para nossos irmãos, compreendendo que todos somos seres humanos e que merecemos uma vida digna, pacífica e saudável! Viva nós! E que venha 2012!!!

Com carinho,
Renata.


Que este ano todo o meu ser seja banhado em disciplina e paciência, diariamente.

Que as missões por mim assumidas sejam plenamente contempladas através da minha disciplina.

Que os seres ao meu redor possam sentir-se acolhidos pela minha paciência.

Que o amor seja sempre o caminho e a finalidade - ontem, hoje e amanhã!

21 dezembro, 2011

Pesquisa sobre Maternidade


SER MÃE

Ser mãe é desdobrar fibra por fibra
O coração! Ser mãe é ter no alheio
Lábio, que suga o pedestal do seio,
Onde a vida onde o amor cantando vibra.

Ser mãe é ser um anjo que se libra,
Sobre um berço dormindo! é ser anseio,
É ser temeridade, é ser receio,
É ser força que os males equilibra!

Todo o bem que mãe goza é bem do filho,
Espelho em que se mira afortunada,
Luz que lhe põe nos olhos novo brilho!

Ser mãe é andar chorando num sorriso!
Ser mãe é ter um mundo e não ter nada!
Ser mãe é padecer num paraíso!


HENRIQUE MAXIMINIANO COELHO NETO (1864-1934) 


 
***

O QUE É SER MÃE PARA VOCÊ?!

19 dezembro, 2011

Calma, Calma, Calma


Dia e noite lembro ao meu coração: calma!
Noite e dia eu canto
"por isso uma força me leva a cantar..."
Não posso parar!
Por isso esse riso grande;
Essa gargalhada sonora...

Que aprendi desde pequena!

15 dezembro, 2011

Tentativa de Haicai

O palhaço do filme quer ser Palhaço.

Eu, um coração palha e aço: - Pode?

Ele diz: - Ponte.

05 dezembro, 2011

Intensidade à Flor da Pele

Tudo em mim anda a mil;
Como se completasse meio século em 25 anos! 

Tudo em mim anda a mil;
Eu aproveito: canto, escrevo, movimento!

Tudo em mim anda a mil;
É tempo de trabalho, disciplina, transformação! 

Tudo em mim anda a mil;
Eu me encanto com pouco, com pouco?!

Tudo em mim anda a mil;
Feliz da vida eu constato: venci esse ano!!

Tudo em mim anda a mil;
Aqui dentro eu sinto como um gol do Brasil!!!



28 novembro, 2011

Com licença poética - Adélia Prado

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo.  Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.


21 novembro, 2011

Carlos Drummond de Andrade

Amar

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer, amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho,
e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor à procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor,
e na secura nossa, amar a água implícita,
e o beijo tácito, e a sede infinita.
(Carlos Drummond de Andrade)



12 novembro, 2011

Alguns poemas meus reunidos

Borboleta Lilás

Olho para as asas lilás
Arrisco sentir o que há aqui dentro.
Qual é mesmo o destino do vôo?
Certamente um vôo em liberdade.

A Fênix-borboleta estava no seu casulo
Recuperando-se da queda.
Tinha medo.
Mas o céu é azul...

Sou cúmplice dos caminhos
Dessa ave que insiste em se expor
E pintar de todas as cores o além do arco-íres

Tudo aqui anda a mil.
Sigo a música, a sabedoria da canção.
Sou então grata à vida, aos seus encontros.

Inicio um vôo de peito aberto, coração cicatrizado, vulcanizado.
Sigo as respostas que a arte me aponta.
Experimento o bater das asas.
Olho para a minha base, pai e mãe, meu ouro, minha mina.
Sou bem leve, leve e anseio o sonho
Até gerar o som.

Renata Moreira da Silva
(22 de abril de 2009)


Borboleta Lilás Florindo

A borboleta lilás engoliu um lírio
E assimilou ao seu tempo pétala por pétala da flor
Que desabrochou em seu íntimo.
Revelou-se forte em sua fragilidade;
Desmascarou a luz existente na sombra.

A borboleta já sabe voar,
Já explora e contempla os mistérios do céu azul
Ela sente que quer ainda mais.
Ela quer ser autêntica e poder dar mais.

Ela sente que o vulcão, fogo que existe dentro dela
Não queima as pétalas da rosa, seu fogo aquece e ilumina.

A borboleta lilás vai aos poucos arriscando viver tudo que sente
Sentir tudo que pensa, realizar tudo que sonha.
És muito grata ao céu pelo lírio lilás!

Agora a borboleta sente-se cada vez mais pronta
Para provar e quem sabe até pousar no potinho de pólen
E voar mais abastecida de amor,
Para Além do Arco-Íris.

Renata Moreira da Silva
(03 de Julho de 2009)


Quíron

Olho em meus próprios olhos
Vem silêncio, palavras e sentimento
Tento acolher com compaixão os pedacinhos mais tortos
           
Olhar para dentro é difícil
É preciso coragem para me assumir humana
Uma luta de sensibilidade e concha
Mas a curadora ferida ressurge das cinzas, sempre.
           
Um pequeno passo que dou em direção à mudança
E sinto mil passos de anjinhos do universo para mim!

Renata Moreira da Silva
(9 de Abril de 2010)


25 outubro, 2011

Famílias


Essa é um homenagem às famílias.


À minha família maravilhosa.
Àqueles que já conheço desde que nasci, 
e amo muito!
Àqueles que hoje estou conhecendo, 
e amando muito!
Àqueles que ainda conhecerei,
e amarei muito!
 

Essa é uma homenagem à todas as famílias!
De todos os lugares, para todos os lares!
De todo o planeta e em todos os mundos!

Que a família seja um mar de ternura, aconchego e amor, agora e sempre, amém!