Conecto-me com o grande mistério do silêncio e do som das batidas do meu coração. Respeito os dons da minha criança e de todas as crianças que vivem nos corações adultos. Honro o Espaço Sagrado, Mãe Terra, que pulsa assim como pulsa meu coração. Aceito o vazio enquanto abundância e lugar de passagem rumo a um infinito de beleza. Medito em minha missão e realizo passo a passo o que vim fazer profissionalmente aqui-agora!
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 4,26-34
Naquele tempo: Jesus disse à multidão: 'O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece. A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga. Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou'. E Jesus continuou: 'Com que mais poderemos comparar o Reino de Deus? Que parábola usaremos para representá-lo? O Reino de Deus é como um grão de mostarda que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra. Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra'. Jesus anunciava a Palavra usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam compreender. E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, explicava tudo. -- Palavra da Salvação.
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior Do
que os homens! Morder como quem beija! É ser mendigo e dar como quem
seja Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor E não saber
sequer que se deseja! É ter cá dentro um astro que flameja, É ter garras e
asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito! Por elmo, as
manhãs de oiro e de cetim... É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim perdidamente... É seres alma,
e sangue, e vida em mim E dizê-lo cantando a toda a gente!
Quando o amor o chamar
Segui-o
Embora seus caminhos sejam agrestes e
escarpados
E quando ele vos envolver com suas asas Cedei-lhe
Embora a
espada oculta na sua plumagem possa feri-vos
E quando ele vos
falar
Acreditai nele
Embora a sua voz possa despedaçar vossos sonhos como
o vento devasta o jardim
Pois da mesma forma que o amor vos coroa, assim ele
vos crucifica
E da mesma forma que contribui para o vosso
crescimento
Trabalha para vossa poda
E da mesma forma que alcança vossa
altura e acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol
Assim também
desce até vossas raízes e a sacode no seu apego à terra
Como feixes de trigo
ele vos aperta junto ao seu coração
Ele vos debulha para expor a vossa
nudez
Ele vos peneira para libertar-vos das palhas
Ele vos mói até extrema
brancura
Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis
Então ele vos leva
ao fogo sagrado e vos transforma no pão místico do banquete divino
Todas
essas coisas o amor operará em vos para que conheçais os segredos de vossos
corações
E com esse conhecimento vos convertais no pão místico do banquete
divino
Todavia se no vosso temor procurardes somente a paz do amor, o gozo do
amor
Então seria melhor para vós que cobrísseis vossa nudez, abandonásseis a
ira do amor
Para entrar num mundo sem estações onde rireis, mas não todos os
vossos risos
E chorareis, mas não todas as vossas lágrimas
O amor nada dá,
se não de si próprio
E nada recebe, se não de si próprio
O amor não possui
nem se deixa possuir
Pois o amor basta-se a si mesmo
Quando um de vós ama,
que não diga 'Deus está no meu coração'
Mas que diga antes 'Eu estou no
coração de Deus'
E não imagineis que possais dirigir o curso do amor pois o
amor se vos achar dignos determinará ele próprio vosso curso
O amor não tem
outro desejo se não o de atingir a sua plenitude
Se contudo amardes e
precisardes ter desejos
Sejam estes os vossos desejos
De vos diluirdes no
amor e serdes como um riacho que canta sua melodia para a noite
De
conhecerdes a dor de sentir ternura demasiada
De ficardes feridos por vossa
própria compreensão do amor
E de sangrardes de boa vontade e com
alegria
De acordardes na aurora com o coração alado e agradecerdes por um
novo dia de amor
De descansardes ao meio-dia e meditardes sobre o êxtase do
amor
De voltardes pra casa à noite com gratidão
E de adormecerdes com uma
prece no coração para o bem-amado
E nos lábios uma canção de bem-aventurança
Acordar com pensamentos altos;
Numa manhã de verão;
Uma missão a cumprir.
Alimentar minha alma com o pão espiritual, da sabedoria e experiência.
Conhecer lugares nunca antes imaginados.
Em conexão com o ritmo do coração.
Remar forte rumo ao maravilhoso desconhecido;
Seguindo as correntezas do bem, do belo e do sagrado;
Ultrapassando turbulências que existem, faz parte;
Seguindo firme ao som do barulhinho gostoso do mar, do amar!
Em síntese o que desejo para 2012 é, em uma palavra, amor. Mas... o que é amor? Parece simples a resposta e provavelmente é! Quase todas as canções dedicam-se a responder, das mais diversas e criativas maneiras, esse questionamento! Mas, continuo eu, o que é de fato amor? Em verdade vos digo: não sei! Até sei em conceito, saberia dizer em um texto coeso, em um belo poema e quem sabe em mais uma canção de amor... Mas o que é amor? O que posso dizer tem o limite da razão, e a cada dia que passa acredito com mais força de que o amor ultrapassa realmente as fronteiras da mente e também do corpo. Talvez o meu coração possa responder o que é amor... Meu coração de criança; meu coração de mulher; meu coração intenso furacão flamejante! É... eu sei, digo, meu coração sabe!
O caso é que tenho medo de mergulhar, mesmo que um pouco, no fluxo do coração para pescar a resposta. Um medo de quê? Um medo imenso de... morrer? Morrer de amor! Vejam que coisa insana! (risos) E quem disse que sair do controle, expandir-se, tirar a máscara, ser verdadeira não é digno de medo? Pois sim, é difícil, mas escolho o amor! Justamente por isso continuo na labuta diária do autoconhecimento e do polimento interno... para encontrar-me corajosa e repleta de amor para dar!
Sigo diáriamente em oração - comunicação com o coração através da linguagem do silêncio - e o meu pedido é amor! Amor em abundância para todos os seres de todos os mundos! Enquanto isso... vou tentando praticar a paciência e o olhar mais compassivo para nossos irmãos, compreendendo que todos somos seres humanos e que merecemos uma vida digna, pacífica e saudável! Viva nós! E que venha 2012!!!
Com carinho,
Renata.
Que este ano todo o meu ser seja banhado em disciplina e paciência, diariamente.
Que as missões por mim assumidas sejam plenamente contempladas através da minha disciplina.
Que os seres ao meu redor possam sentir-se acolhidos pela minha paciência.
Que o amor seja sempre o caminho e a finalidade - ontem, hoje e amanhã!
Dia e noite lembro ao meu coração: calma!
Noite e dia eu canto
"por isso uma força me leva a cantar..."
Não posso parar!
Por isso esse riso grande;
Essa gargalhada sonora...
Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.
Amar Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar? amar e esquecer, amar e malamar, amar, desamar, amar? sempre, e até de olhos vidrados, amar? Que pode, pergunto, o ser amoroso, sozinho, em rotação universal, senão rodar também, e amar? amar o que o mar traz à praia, o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha, é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia? Amar solenemente as palmas do deserto, o que é entrega ou adoração expectante, e amar o inóspito, o áspero, um vaso sem flor, um chão de ferro, e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina. Este o nosso destino: amor sem conta, distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas, doação ilimitada a uma completa ingratidão, e na concha vazia do amor à procura medrosa, paciente, de mais e mais amor. Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa, amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita. (Carlos Drummond de Andrade)