28 dezembro, 2011

Sonhos para 2012...

Saudações queridos amigos e companheiros!
Em síntese o que desejo para 2012 é, em uma palavra, amor. Mas... o que é amor? Parece simples a resposta e provavelmente é! Quase todas as canções dedicam-se a responder, das mais diversas e criativas maneiras, esse questionamento! Mas, continuo eu, o que é de fato amor? Em verdade vos digo: não sei! Até sei em conceito, saberia dizer em um texto coeso, em um belo poema e quem sabe em mais uma canção de amor... Mas o que é amor?  O que posso dizer tem o limite da razão, e a cada dia que passa acredito com mais força de que o amor ultrapassa realmente as fronteiras da mente e também do corpo. Talvez o meu coração possa responder o que é amor... Meu coração de criança; meu coração de mulher; meu coração intenso furacão flamejante! É... eu sei, digo, meu coração sabe! 
O caso é que tenho medo de mergulhar, mesmo que um pouco, no fluxo do coração para pescar a resposta. Um medo de quê? Um medo imenso de... morrer? Morrer de amor! Vejam que coisa insana! (risos) E quem disse que sair do controle, expandir-se, tirar a máscara, ser verdadeira não é digno de medo? Pois sim, é difícil, mas escolho o amor! Justamente por isso continuo na labuta diária do autoconhecimento e do polimento interno... para encontrar-me corajosa e repleta de amor para dar!
Sigo diáriamente em oração - comunicação com o coração através da linguagem do silêncio - e o meu pedido é amor! Amor em abundância para todos os seres de todos os mundos! Enquanto isso... vou tentando praticar a paciência e o olhar mais compassivo para nossos irmãos, compreendendo que todos somos seres humanos e que merecemos uma vida digna, pacífica e saudável! Viva nós! E que venha 2012!!!

Com carinho,
Renata.


Que este ano todo o meu ser seja banhado em disciplina e paciência, diariamente.

Que as missões por mim assumidas sejam plenamente contempladas através da minha disciplina.

Que os seres ao meu redor possam sentir-se acolhidos pela minha paciência.

Que o amor seja sempre o caminho e a finalidade - ontem, hoje e amanhã!

21 dezembro, 2011

Pesquisa sobre Maternidade


SER MÃE

Ser mãe é desdobrar fibra por fibra
O coração! Ser mãe é ter no alheio
Lábio, que suga o pedestal do seio,
Onde a vida onde o amor cantando vibra.

Ser mãe é ser um anjo que se libra,
Sobre um berço dormindo! é ser anseio,
É ser temeridade, é ser receio,
É ser força que os males equilibra!

Todo o bem que mãe goza é bem do filho,
Espelho em que se mira afortunada,
Luz que lhe põe nos olhos novo brilho!

Ser mãe é andar chorando num sorriso!
Ser mãe é ter um mundo e não ter nada!
Ser mãe é padecer num paraíso!


HENRIQUE MAXIMINIANO COELHO NETO (1864-1934) 


 
***

O QUE É SER MÃE PARA VOCÊ?!

19 dezembro, 2011

Calma, Calma, Calma


Dia e noite lembro ao meu coração: calma!
Noite e dia eu canto
"por isso uma força me leva a cantar..."
Não posso parar!
Por isso esse riso grande;
Essa gargalhada sonora...

Que aprendi desde pequena!

15 dezembro, 2011

Tentativa de Haicai

O palhaço do filme quer ser Palhaço.

Eu, um coração palha e aço: - Pode?

Ele diz: - Ponte.

05 dezembro, 2011

Intensidade à Flor da Pele

Tudo em mim anda a mil;
Como se completasse meio século em 25 anos! 

Tudo em mim anda a mil;
Eu aproveito: canto, escrevo, movimento!

Tudo em mim anda a mil;
É tempo de trabalho, disciplina, transformação! 

Tudo em mim anda a mil;
Eu me encanto com pouco, com pouco?!

Tudo em mim anda a mil;
Feliz da vida eu constato: venci esse ano!!

Tudo em mim anda a mil;
Aqui dentro eu sinto como um gol do Brasil!!!



28 novembro, 2011

Com licença poética - Adélia Prado

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo.  Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.


21 novembro, 2011

Carlos Drummond de Andrade

Amar

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer, amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho,
e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor à procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor,
e na secura nossa, amar a água implícita,
e o beijo tácito, e a sede infinita.
(Carlos Drummond de Andrade)



12 novembro, 2011

Alguns poemas meus reunidos

Borboleta Lilás

Olho para as asas lilás
Arrisco sentir o que há aqui dentro.
Qual é mesmo o destino do vôo?
Certamente um vôo em liberdade.

A Fênix-borboleta estava no seu casulo
Recuperando-se da queda.
Tinha medo.
Mas o céu é azul...

Sou cúmplice dos caminhos
Dessa ave que insiste em se expor
E pintar de todas as cores o além do arco-íres

Tudo aqui anda a mil.
Sigo a música, a sabedoria da canção.
Sou então grata à vida, aos seus encontros.

Inicio um vôo de peito aberto, coração cicatrizado, vulcanizado.
Sigo as respostas que a arte me aponta.
Experimento o bater das asas.
Olho para a minha base, pai e mãe, meu ouro, minha mina.
Sou bem leve, leve e anseio o sonho
Até gerar o som.

Renata Moreira da Silva
(22 de abril de 2009)


Borboleta Lilás Florindo

A borboleta lilás engoliu um lírio
E assimilou ao seu tempo pétala por pétala da flor
Que desabrochou em seu íntimo.
Revelou-se forte em sua fragilidade;
Desmascarou a luz existente na sombra.

A borboleta já sabe voar,
Já explora e contempla os mistérios do céu azul
Ela sente que quer ainda mais.
Ela quer ser autêntica e poder dar mais.

Ela sente que o vulcão, fogo que existe dentro dela
Não queima as pétalas da rosa, seu fogo aquece e ilumina.

A borboleta lilás vai aos poucos arriscando viver tudo que sente
Sentir tudo que pensa, realizar tudo que sonha.
És muito grata ao céu pelo lírio lilás!

Agora a borboleta sente-se cada vez mais pronta
Para provar e quem sabe até pousar no potinho de pólen
E voar mais abastecida de amor,
Para Além do Arco-Íris.

Renata Moreira da Silva
(03 de Julho de 2009)


Quíron

Olho em meus próprios olhos
Vem silêncio, palavras e sentimento
Tento acolher com compaixão os pedacinhos mais tortos
           
Olhar para dentro é difícil
É preciso coragem para me assumir humana
Uma luta de sensibilidade e concha
Mas a curadora ferida ressurge das cinzas, sempre.
           
Um pequeno passo que dou em direção à mudança
E sinto mil passos de anjinhos do universo para mim!

Renata Moreira da Silva
(9 de Abril de 2010)


25 outubro, 2011

Famílias


Essa é um homenagem às famílias.


À minha família maravilhosa.
Àqueles que já conheço desde que nasci, 
e amo muito!
Àqueles que hoje estou conhecendo, 
e amando muito!
Àqueles que ainda conhecerei,
e amarei muito!
 

Essa é uma homenagem à todas as famílias!
De todos os lugares, para todos os lares!
De todo o planeta e em todos os mundos!

Que a família seja um mar de ternura, aconchego e amor, agora e sempre, amém!

03 outubro, 2011

Renascendo

Entrego a Deus a força da terra
Como mulher decido meus caminhos,
Pela doação dou continuidade às sementes e ao processo,
Colho garra e o caloroso contato.

Afinal a vida é mesmo tão simples
Como o sorriso de uma criança
E tão frágil como uma pétala de rosas!

A criatividade e o discernimento que brotam da cachoeira
Hão de iluminar o ourives e fertilizá-lo
Com o amor de índio e com a gratidão,
Pela vivacidade do ventre eterno.

Minha identidade e meu processo são essa caminhada
De improviso e luz, jovem árvore donde encanto brota,
Doce perseverança da cor afro.

Com o coração livre e protegido prossigo...
Uno versos, sempre
Quentes etapas, profundas e belas como o orvalho.

Abraço o novo com os laços vividos.
A delicadeza e a imensidão do mar me ensinam:
‘Firmeza e coragem, menina!’






Renata Moreira da Silva
06 de fevereiro de 2006