27 dezembro, 2012

2013

Saudações queridos amigos e companheiros!

Assim começou o “Sonhos para 2012...”, escrito há exatamente um ano e publicado aqui no blog.
Orei por amor e perguntava: “MAS... O QUE É O AMOR?”. Sim, obtive resposta, de muitas formas. Eu realmente mergulhei profundamente no fluxo do coração. Sim, morri de amor.

Desde o primeiro dia de Janeiro do ano 2012 conheci um homem que inspira em mim o meu melhor, um grande amor.


Em Abril conheci um amor-oração, a partir da morte do meu tão querido vovô Dero. Em Agosto conheci um amor-lição, por meio das reflexões advindas da defesa do mestrado. Entre Outubro e Novembro conheci o amor-meditação. Em Dezembro conheci o amor-introspecção. No horizonte de 2013 sinto a aproximação do amor-sacrifício; do amor-realização; do amor-doação; do amor-auto-expressão...
Sigo diariamente em meditação, em conexão com a paz, com o Oceano de Luz, com minhas virtudes e poderes.

Para 2013 meu mantra é: SER UM FAROL.
 Que meus pensamentos irradiem conscientemente paz e energia positiva  ajudando a transformar a atmosfera ao meu redor.


01 dezembro, 2012

2012


A Simetria da Alma 

Antes vagavam sozinhas;
Após cada morte, antes de um novo nascimento.
E nesta vida sentiram-se apaixonadas, 
suas casas felizes farão um casamento.

Os cinco sentidos foram como portas sem fechaduras nem eixos
O barulhinho do coração, e o olhar forte,
o gosto das línguas, a força do cheiro!
E para explorar esse mundo belo o delicioso toque.

O toque do desejo, toque do carinho,
o toque da leitura,o toque do beijo
Novos mistérios virão no caminho
A alegria de estar juntos, num mesmo eixo
Eixo divino, eixo de luz.

Cada um olha metade do infinito
A caminhada será longa, deliciosa e com muita calma
detalhes nunca antes conhecidos
revelados pela imagem da reflexão de uma na outra alma.

Assim como o bambu, que sobrevive a força do vento
existem raizes fortes para sustentar a leveza
Uma leveza bela, exploradora, contente.

O começo do infinito, um novo sol
fim de um ciclo, inicio de outro 
sem fim, com muito movimento e muitas paradas
pontos de luz que formam um belo farol
na reflexão simétrica, das almas de mãos dadas.



Marcelo do Vale Cunha
(14 de Dezembro de 2012)

20 novembro, 2012

No Ciclo do Amor

No começo do amanhecer ainda é escuro.
Acendo a chama em silêncio e respiro.
É noite escura quando iniciam-se os primeiros raios em mim.
  
Eu sinto e sei que devo seguir em frente, firme e forte rumo ao futuro.
Sinto um alto nível de tensão interna, muita ansiedade e alguma ânsia de idade.
Continuidade e mudança; tradição e rompimento são a dança do meu mundo.





E... eis que, em meio ao oceano revolto das incertezas;
Mergulho na calmaria das profundezas do mar de amor que vivo!
Amanheceu e um lindo dia de sol nasceu!

 Três estações juntos com muito carinho, conquistas e muito amor em todas as dimensões!!!

Renata Moreira da Silva
(20 de novembro de 2012)

13 novembro, 2012

Encontro com o Avô Sol em meu Caminho


É chegada a hora de sacrificar a dúvida e o medo que cerceiam meu sonho.
Escolho sacrificar minhas próprias limitações: a família de vícios e medos que cultivei dentro de mim.

No rito diário de meditação matinal vejo Eu-ponto-de-luz e de onde vim, meu Lar-infinito-de-luz.
Sinto meu foco; cultivo minha vontade e alimento as minhas capacidades.

Com calma concentro-me na alma, em ser um farol de luz por onde andar.
Aprendo a criar uma atmosfera de bons pensamentos e a entender que toda crise é um ajuste.

A cada manhã conecto-me com minha clareza interna.
Com a minha clareza de propósito e com a minha intencionalidade na vida.

Quem sou eu? Que faço? De onde vim? Para onde vou?
No batuque do meu coração sinto que o mais importante é compreender a linguagem da alma.

Fonte de calor e amor, o Avô Sol me protege da escuridão do pensamento; da perda de coragem; E da noite escura da alma - que se manifesta quando o medo domina.

Através da Dança do Sol a jovem guerreira que existe em mim ganha força.
Na Dança da Lua a mulher mãe em mim planta hoje as sementes do futuro.


Renata Moreira da Silva
(13 de novembro de 2012)

06 novembro, 2012

Uma Mulher com Raízes e Asas

Retorno ao lar por um longo caminho curto.
Reencontro o encanto e a magia de um farol de luz, amor e poder.


Ao lar do coração amoroso, com clareza de propósito.
Na busca pela forma mais simples de viver feliz.

 
Com o peito aberto de uma jovem guerreira canto em oração:
Fé e força coração; humildade e coragem coração!


Farto pranto de gratidão pela oportunidade da vida.
Renasço a cada dia: uma mulher com raízes e asas.

 
Renata Moreira da Silva
09 de outubro de 2011)


 

28 outubro, 2012

Sou um ponto de Luz



“Certas situações são tão complexas e perturbadoras que conhecimento, sabedoria ou virtudes não surgem na hora certa. O que vem são respostas automáticas baseadas em velhos hábitos, causando mais complicação ainda. Em tais momentos é valioso lembrar que Deus é meu companheiro e meu amigo. Ele está aqui para me ajudar no meu caminho, na minha vida e nos meus relacionamentos. Quando entrego o problema a Ele, me sinto mais leve da carga mental e o problema se resolve facilmente. Experimente!”

 Brahma Kumaris - Anjali Prasad, World peace through self-empowerment, The World Renewal, December 2003


01 outubro, 2012

Octavio Paz (1914–1998) - Comunicação Genuína


"Existem possibilidades de comunicação genuína? 
 
   Pensamento e linguagem são pontes, mas, precisamente porque são pontes, eles não apagam a distância entre nós e a realidade externa. Feita tal reserva, pode-se dizer que poesia, festa e amor são formas de comunicação genuína, ou seja, de comunhão.
 
¢No caso da poesia, a comunhão começa em uma zona de silêncio, no momento mesmo em que o poema termina. Um poema poderia ser definido como um organismo verbal que produz silêncio.
 
¢Na festa – penso sobretudo nos rituais e cerimônias religiosas – a fusão ocorre na direção oposta: não um retorno ao silêncio, o refúgio da subjetividade, mas um reunir-se do grande todo coletivo – o Eu torna-se um Nós.
 
¢No amor a contradição entre comunicação e comunhão é ainda mais chocante. Um encontro erótico começa com a visão do corpo desejado. Vestido ou nu, este corpo é uma presença: uma forma que, for um instante, [equivale à] totalidade de formas no mundo.  Um corpo que de repente torna-se infinito. O corpo do meu/minha parceiro(a) deixa de ser uma forma e se torna algo imenso em que tanto me perco quanto me recupero. Nós perdemos a nós mesmos como pessoas e nos recuperamos enquanto sensações. À medida em que a sensação se torna mais intensa, o corpo que abraçamos se torna mais e mais imenso. Uma sensação de infinitude: nós perdemos nosso corpo naquele corpo. O abraço carnal é o apogeu do corpo e a sua perda. É também a experiência da perda de identidade: a forma se torna difusa em mil sensações e visões, uma queda no oceano, uma evaporação da essência. Não existe forma nem presença: existe uma onda que nos agita, o galope nas planícies da noite. Uma experiência circular: começa com a abolição do corpo do casal, transforma-se numa substância infinita que palpita, se expande, contrai-se e nos envolve em águas primordiais: um instante depois, a substância se esvanece, o corpo torna-se um corpo novamente e a presença reaparece. Nós podemos perceber a pessoa amada somente como uma forma que esconde uma alteridade irredutível, ou como uma substância que anula a si mesma e nos anula (p. 253-254)".

 

18 setembro, 2012

Mar de Própolis

Morcegos voando sobre o mar
A música leve os levam
Para além de onde podemos imaginar.

O sol em seu mergulho profundo
Arrasta a noite sobre nossas cabeças
O voo é cada vez mais alto, mais perto do mar.

Na toca, o violão ressoa com os beijos de alma
Enquanto compartilhamos o que nos une
E vivemos com a força dos nossos corações.
Vamos voar; Vamos sair do chão
Um pouco mais alto a cada dia
Um pouco mais baixo a cada estação.

Temos medo da prisão; Temos medo do controle
Temos medo do ciúme; Temos medo da solidão
Temos medo do segredo; Temos medo do medo.
Vamos ampliar o amor, nos encorajar!
Meu coração só quer você; Seu coração é livre para amar!
Nosso amor transforma a dor; Nosso amor já é vencedor!





Renata Moreira da Silva e Marcelo do Vale Cunha
(17 de Setembro de 2012)

08 agosto, 2012

Pai, meu exemplo de homem caráter!


O que sou, somos nós!
Digo: quem sou é essencialmente fruto e forma 
da firmeza e força que encontrei neste lar!

Meu coração é apenas eco dos seus!
Minha vontade do divino é consequência da paz do nosso lar.

A espontaneidade aprendi na sua gargalhada, pai.
E a perseverança em sua garra!
A disciplina em seu exemplo diário. 
A amorosidade em sua relação com minha mãe! 

A bondade aprendi no seu olhar.
A generosidade em sua partilha cotidiana de cada aprendizado.
A sabedoria - procuro ainda- inspirada em seus cabelos brancos.
A beleza vivo em nossa convivência, nosso dia a dia.


O amor à vida sei que aprendi 
quando ainda sonhava em nascer e já era tão amada e esperada!!!

Meu querido pai, obrigada por ter acordado com o divino em ser o meu pai, meu amigo, meu mestre, o meu exemplo de homem caráter!!!


com muito amor,
De: Renata Moreira da Silva
Para: Jorge Cunha da Silva

13 julho, 2012

Espaço Sagrado



Conecto-me com o grande mistério do silêncio e do som das batidas do meu coração.
Respeito os dons da minha criança e de todas as crianças que vivem nos corações adultos.
Honro o Espaço Sagrado, Mãe Terra, que pulsa assim como pulsa meu coração.
Aceito o vazio enquanto abundância e lugar de passagem rumo a um infinito de beleza.
Medito em minha missão e realizo passo a passo o que vim fazer profissionalmente aqui-agora!



Renata Moreira da Silva
(13 de Julho de 2012)



17 junho, 2012

Como a menor de todas as sementes

                      
É a menor de todas as sementes e se
torna maior do que todas as hortaliças
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 4,26-34


 

Naquele tempo: Jesus disse à multidão: 'O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece. A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga. Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou'.
E Jesus continuou: 'Com que mais poderemos comparar o Reino de Deus? Que parábola usaremos para representá-lo? O Reino de Deus é como um grão de mostarda que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra. Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra'.
Jesus anunciava a Palavra usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam compreender. E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, explicava tudo. -- Palavra da Salvação.

http://www.cnbb.org.br/liturgia/app/user/user/UserView.php


05 junho, 2012

Relato de uma Maçã

Pelos caminhos da vida nós, jovens, transitamos com nosso ritmo e tempo.
Conectamos mundos, vivemos os rituais cotidianos de passagem para o tempo das responsabilidades.
Carregamos nossas missões nesse caos e tempestade atual.
No tobogã do desenvolvimento somos o enigma encarnados, jovens pontes.
Tal qual migrantes, mudamos em tudo, e quais os nossos referenciais?
A exigência cotidiana de perfeição, uma ansiedade pelo futuro profissional, a expectativa de uma nação.
Um abraço forte entre a arte e a fé.
Nós, jovens, reconstruímos compassos com passos largos.

Renata Moreira da Silva
(05 de Junho de 2012)




23 maio, 2012

Ser Poeta - Florbela Espanca

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

28 abril, 2012

O AMOR - Khalil Gibran

Quando o amor o chamar
Segui-o
Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados
E quando ele vos envolver com suas asas
Cedei-lhe
Embora a espada oculta na sua plumagem possa feri-vos
E quando ele vos falar
Acreditai nele
Embora a sua voz possa despedaçar vossos sonhos como o vento devasta o jardim
Pois da mesma forma que o amor vos coroa, assim ele vos crucifica
E da mesma forma que contribui para o vosso crescimento
Trabalha para vossa poda
E da mesma forma que alcança vossa altura e acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol
Assim também desce até vossas raízes e a sacode no seu apego à terra
Como feixes de trigo ele vos aperta junto ao seu coração
Ele vos debulha para expor a vossa nudez
Ele vos peneira para libertar-vos das palhas
Ele vos mói até extrema brancura
Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis
Então ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma no pão místico do banquete divino
Todas essas coisas o amor operará em vos para que conheçais os segredos de vossos corações
E com esse conhecimento vos convertais no pão místico do banquete divino
Todavia se no vosso temor procurardes somente a paz do amor, o gozo do amor
Então seria melhor para vós que cobrísseis vossa nudez, abandonásseis a ira do amor
Para entrar num mundo sem estações onde rireis, mas não todos os vossos risos
E chorareis, mas não todas as vossas lágrimas
O amor nada dá, se não de si próprio
E nada recebe, se não de si próprio
O amor não possui nem se deixa possuir
Pois o amor basta-se a si mesmo
Quando um de vós ama, que não diga 'Deus está no meu coração'
Mas que diga antes 'Eu estou no coração de Deus'
E não imagineis que possais dirigir o curso do amor pois o amor se vos achar dignos determinará ele próprio vosso curso
O amor não tem outro desejo se não o de atingir a sua plenitude
Se contudo amardes e precisardes ter desejos
Sejam estes os vossos desejos
De vos diluirdes no amor e serdes como um riacho que canta sua melodia para a noite
De conhecerdes a dor de sentir ternura demasiada
De ficardes feridos por vossa própria compreensão do amor
E de sangrardes de boa vontade e com alegria
De acordardes na aurora com o coração alado e agradecerdes por um novo dia de amor
De descansardes ao meio-dia e meditardes sobre o êxtase do amor
De voltardes pra casa à noite com gratidão
E de adormecerdes com uma prece no coração para o bem-amado
E nos lábios uma canção de bem-aventurança

06 abril, 2012

Certas coisas de criação criam ação, canção!


Um expansão silenciosa;
Com paixão, com ternura, com paciência.
Entre cada tom, vou entendendo o silêncio.
O toque do vão, pode ser com delicadeza.

Renata Moreira da Silva
(06 de Abril de 2012)


01 abril, 2012

Ritmo do tempo, missão de luz.

Aceito o convite da chegada da Semana Santa para refletir sobre os mistérios da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. 
Observo a cruz, que não me deixa esquecer essa verdade do tempo que escoa e da missão a cumprir. 
Uma missão de paz, de luz, amor e doação.
Da melhor forma possível.


No Domingo de Ramos, celebra-se a entrada de Jesus em Jerusalém, aonde vai para completar sua missão, que culminará com a morte na cruz. Os evangelhos relatam que muitas pessoas homenagearam a Jesus, estendendo mantos pelo chão e aclamando-o com ramos de árvores. Por isso hoje os fiéis carregam ramos, recordando o acontecimento. Imitando o gesto do povo em Jerusalém, querem exprimir que Jesus é o único mestre e Senhor. 
A liturgia de Ramos resume e prepara a grande celebração da morte e ressurreição do Senhor. De um lado aclamamos Jesus, rei humilde, servidor do povo, glorificado pelo Pai e constituído Senhor do universo. Depois, na Liturgia da Palavra, é proclamado o evangelho da paixão e morte de Jesus, colocando os fiéis diante da realidade da cruz, sinal máximo do amor de Deus pelos homens.
http://www.catequisar.com.br/texto/materia/celebracoes/semanasanta/13.htm 




25 janeiro, 2012

No mar

Acordar com pensamentos altos;
Numa manhã de verão;
Uma missão a cumprir.

Alimentar minha alma com o pão espiritual, da sabedoria e experiência.
Conhecer lugares nunca antes imaginados.
Em conexão com o ritmo do coração.

Remar forte rumo ao maravilhoso desconhecido;
Seguindo as correntezas do bem, do belo e do sagrado;
Ultrapassando turbulências que existem, faz parte;
Seguindo firme ao som do barulhinho gostoso do mar, do amar!
 





 Renata Moreira da Silva  
(12 de Janeiro de 2012)

04 janeiro, 2012

Receita para sustentar o vazio

  1. Faça uma lista de desejos: ouse sonhar... (no mínimo espantaremos o tédio)
  2.  Agora tente ver algum presente que a vida anda querendo lhe dar... (será que estamos fugindo de algo por não acreditar que merecemos?!)
  3. Momento da descoberta: as lágrimas são gotas salgadas capazes de curar!!!
  4. Não fique parado na dor; mova-se; escolha; siga em frente.
  5. Liberte o outro da necessidade de dar a você aquilo que só você mesmo pode conquistar.
  6.  Deixe que a verdade e a coragem transbordem em você.
  7.  Confie.
Depois misture todos esses momentos e vivências. 
Agora é só saborear a sua própria receita para sustentar o(s) vazio(s)!




Inspiração: produções de Patricia Gebrim.